John Snow

Arquivos para Novembro, 2009

Benefícios da Sistematização de Tecnologias Sociais

Por John Snow em Nov.26, 2009, Categoria John Snow Brasil, Responsabilidade Social

A John Snow Brasil acaba de assinar um contrato de consultoria com o SESI Departamento Nacional, para sistematizar a tecnologia social da Ação Global.

 Leia mais no artigo a seguir sobre tecnologias sociais e as vantagens de sua sistematização:

Escrito por Mariann Tóth   

Neste breve artigo partimos da definição de tecnologia social como sendo o conjunto de processos, métodos, técnicas, instrumentos e procedimentos sistematizados que possam melhorar a efetividade de intervenções sociais.

Ou seja, metodologias com impacto social comprovado que promovam a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida da população.

É comum vermos organizações e instituições, inclusive reconhecidas pela sua atuação na área social, promoverem intervenções pontuais sem eficácia comprovada e sem processos de replicação facilitados, como sendo “tecnologias sociais”. Esses projetos e programas atendem somente uma parcela pequena de uma realidade específica, e não conseguem transcender suas dimensões locais, por não serem sistematizados dentro de um conjunto sólido que possa potencializar seus benefícios.

Para atender as demandas do mercado social e oferecer soluções integradas e sustentáveis, é essencial combinar essas iniciativas de forma a garantir sua qualidade e impacto. Por isso, sistematizar uma tecnologia social significa padronizar seus processos; formatar as experiências aplicadas com resultado positivo aferido; e, por fim, aumentar a efetividade de seus processos, serviços e produtos relacionados à satisfação das necessidades sociais identificados. A sistematização de tecnologias sociais é fundamental para o seu fortalecimento e sustentabilidade, pois sua reaplicação planejada pode solucionar problemas estruturais graves com pouco investimento adicional, já que uma vez formatadas e comprovadas, as tecnologias podem ser reaplicadas em diversos contextos sociais e culturais.

Os principais benefícios para uma entidade, privada ou pública, que invista na criação e sistematização de tecnologias sociais, é o ganho na qualidade de sua intervenção, que gerará visibilidade, reconhecimento e a padronização de seus processos. A sistematização de iniciativas facilita a reaplicação das mesmas, por parte de entidades sociais variadas, como fundações empresariais, ONGs, e órgãos governamentais executores, que tenham demandas semelhantes àquelas identificadas e atendidas pelas atividades e que possam ter interesse em replicar a tecnologia social e seus benefícios para a sua população. Além disso, fortalece a iniciativa desenvolvida como sendo uma tecnologia de investimento social de interesse institucional e desenha possíveis ações a serem desenvolvidas para potencializar o impacto e a continuidade das ações da iniciativa.

Além dos benefícios diretos para a população atendida, o fortalecimento de tecnologias sociais também tem conseqüências positivas para os diversos grupos de  stakeholders de um negócio. Uma ação ou programa sistematizado possibilita uma comunicação mais eficiente e estratégica junto a cada uma das partes interessadas, assim como os potenciais investidores e parceiros. Para começar, os funcionários ganham padrões e procedimentos internos e técnicos estabelecidos e claros. Os acionistas conquistam uma maior visibilidade da organização e das ações realizadas, gerando maior custo-efetividade e custo-benefício. Com relação aos clientes, se aumenta a percepção da confiança e sua fidelização, ao passo que com relação à comunidade, geram-se impactos positivos com relação à equidade e à melhoria no acesso aos serviços. Os fornecedores passam a ter maior clareza sobre padrões e procedimentos estabelecidos. Por fim, o governo e sociedade como um todo lucra com o aumento do custo-benefício de ações e com o fortalecimento de políticas públicas.

No mercado social existem diversas estratégias para sistematizar ações da área social. A maioria delas baseia-se no registro dos processos dentro de uma ordem lógica e a manualização desses processos que possibilite a comunicação fácil e didática de seus processos, desafios e possíveis impactos. Para que uma ação ou projeto seja consolidado como tecnologia social, é necessário realizar determinados componentes de trabalho seguindo uma linha lógica baseada na análise situacional do contexto no qual serão realizados. Os componentes abarcam ações como a realização de levantamento de necessidades e demandas da realidade do público; definição dos componentes programáticos da intervenção, elaboração de estratégias de Informação, Educação e Comunicação, empacotamento (formatação) das tecnologias sociais; e, por fim, a comunicação do conjunto de tecnologias em formatos se fácil compreensão e reaplicação, variando de DVDs a manuais impressos. Esses materiais impressos ou eletrônicos podem ser apresentados às organizações parceiras como uma metodologia consolidada de investimento social e modelo para ser aplicado em contextos nos quais faltam serviços básicos de cidadania, saúde, educação.

Em suma, após um ciclo inicial de um programa social (planejamento-execução-avaliação), com dados concretos de impacto aferido em mãos, é essencial que se avance para a fase de sistematização dos componentes da intervenção que terá como principais vantagens tangíveis sua consolidação, padronização, qualidade, sua promoção e possibilidades de reaplicação que poderão proporcionar a ampliação dos impactos sociais alcançados.

*Coordenadora de Marketing Social da John Snow Brasil Consultoria, especialista em cooperação internacional pela Sociedad de Estudios Internacionales de Madrid e especialista em políticas sociais e gestão de ONGs pela Universidade de Brasília

Artigo publicado no dia 16 de julho de 2009 em MarketingSocial.com.br

Deixe seu comentário mais...

Sustentabilidade e responsabilidade empresarial

Por John Snow em Nov.26, 2009, Categoria John Snow Brasil

O conceito de responsabilidade social das empresas é atual e imprescindível para uma inserção ética e socialmente justificável das instituições no mundo moderno. A responsabilidade que exercem no seio da sociedade, como bem destaca a Constituição Federal, tem ampla abrangência e composição multidisciplinar. Designa as efetivas funções exercidas no tocante a valores sociais concretos, como os direitos humanos, o direito do trabalho e o meio ambiente.

O termo, na forma anglo-saxônica, Corporate Social Responsibility (CSR), é recorrente, em especial nas empresas multinacionais e de maior dimensão. Observa um novo critério não-financeiro de avaliação, onde são aferidos, entre outros importantes aspectos, a obediência às normas jurídicas vigentes no país de atuação, respeitando, portanto, o Estado de Direito.

Além disso, observa outros pontos de importância social equivalente, como “gestão de recursos humanos, a cultura da empresa, a escolha dos parceiros sociais e das tecnologias e obriga a uma abordagem integrada das várias dimensões da empresa”, conforme ressalta a professora portuguesa Catarina Serra, da Universidade do Minho.

O desenvolvimento sustentável foi inicialmente identificado em 1987, quando o relatório final dos trabalhos da Comissão Mundial das Nações Unidas para o Ambiente e o Desenvolvimento (Comissão Brundtland) destacou que o desenvolvimento sustentável é aquele que responde às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de responderem às suas próprias necessidades.

Em junho de 2001, o Conselho Europeu de Gotemburgo aprovou a “Estratégia para Desenvolvimento Sustentável”, baseada no princípio de que os efeitos econômicos, sociais e ambientais de todas as políticas devem ser analisados de forma coordenada e tidos em conta no processo de decisão.

E, em setembro de 2002, em Johanesburgo, em reunião mundial sobre desenvolvimento sustentável, promovida pela ONU, o seu então dirigente maior, Kofi Annan, foi enfático ao pronunciar as seguintes palavras: “Não estamos a pedir às empresas para fazerem algo diferente da sua atividade normal; estamos a pedir-lhes que façam a sua atividade normal de forma diferente.”

Esse “iter” de atuação diferenciada vem ganhando corpo principalmente na Europa, onde se verificam iniciativas salutares, que têm o propósito de divulgar o conceito entre os membros da comunidade jurídica européia.

Podemos afirmar, entre esse cipoal de iniciativas positivas para fixação do conceito de Responsabilidade Social Empresarial (RSE), que provavelmente a contribuição mais importante tenha sido a apresentação pela Comissão das comunidades Européias, em julho de 2001, do chamado Livro Verde (o documento pode ser consultado em: www.csreurope.org), que acaba por definir a RSE como “a integração voluntária de preocupações sociais e ambientais por parte das empresas nas suas operações e na intersecção com outras partes interessadas”.

É importante frisar que esse documento traz relevantes diretrizes quanto às formas de gestão (a) interna: relacionada com os trabalhadores; e (b) externa: relativa aos “multistakeholders”, ou seja: investidores, parceiros comerciais, fornecedores, clientes e credores.

No primeiro aspecto, vale destacar que as práticas socialmente responsáveis são fixadas no que respeita à saúde e segurança dos trabalhadores, sempre tratando-os como pessoas e cidadãos. Na gestão de mudança, são priorizados direitos e condições em casos de fusão, incorporação e outras formas de troca de controle administrativo da empresa, no investimento no capital humano e outras práticas relacionadas ao bem-estar e dignidade do trabalhador.

Na outra ponta, práticas ambientais corretas, gestão de recursos naturais explorados no processo de produção, respeito, transparência e lealdade com a concorrência fazem parte do espectro de critérios sociais e ecológicos na agenda diretiva da empresa, relativa ao seu desenvolvimento econômico e estrutural sustentável.

Cumpre destacar que o mais interessante de todo esse procedimento equilibrado e ético de gestão comportamental tem em vista um elemento que lhe é indispensável, qual seja, a voluntariedade deste processo de “boas práticas”, que serve de composto material imprescindível à RSE.

Além da voluntariedade, é importante evidenciar o conteúdo dessas chamadas boas práticas. Esse comportamento, socialmente responsável, não se resume e se limita à observância das leis, até porque todos os cidadãos e empresas, de modo geral, estão vinculados a essa obrigação, nem, tão pouco, exige que as empresas exerçam pura e simplesmente filantropia ou caridade pública. A RSE transcende ao básico.

Na verdade, o que se busca, quando se fala em boas práticas em responsabilização social, é a institucionalização desse conjunto de comportamentos, para que produzam efeitos na reputação da empresa e sirvam à mudança de valores da própria sociedade em que esta está inserida.

Obviamente, no médio e longo prazos, esse conjunto comportamental de boas práticas agirá sobre a rentabilidade da empresa, com repercussões nos preços (mais caros) dos produtos – os chamados “preços éticos”–, onde os consumidores suportariam esses custos, na medida em que tais práticas se reverteriam em vantagens sustentáveis a todos, sejam de natureza humana preservativa e ambiental, sejam com melhoras sensíveis à vida cotidiana e do próprio planeta. Surgirá, portanto, disso tudo, um novo ser social – o cidadão/consumidor pessoal e socialmente responsável.

Para colocarem em prática essas medidas, as empresas têm à mão instrumentos individuais de materialização desses valores e medidas. São os regulamentos que podem abrigar a uma série de políticas internas voltadas a esse objetivo, além dos chamados códigos de conduta e de ética, que atuam como uma espécie de “declaração formal de valores e práticas comerciais de uma empresa e, por vezes, também dos seus fornecedores.

Dessa maneira, percebe-se que empresa socialmente responsável traduz-se como aquela que impõe práticas que se integram àquilo que se chama função promocional do Direito.

E esse sistema, pautado na função promocional, nada mais faz do que promover a integração de vários agentes de suporte que compõem o conteúdo da responsabilidade social das empresas, uma vez que entrelaça (chamamos isso de “competência cruzada”) sistemas de todo um universo social, que vai além do simples vetor econômico de lucro que, regra geral, rege as empresas, passando, assim, por outros, como: sistema jurídico, econômico, político, social, cultural e científico, traduzido, ao final, numa espécie de “consciência da empresa”, que auto-regulará seu comportamento sustentável para um bem maior, que é a sociedade da qual faz parte e à qual tem a obrigação moral, ética e social de servir.

Por Antônio Carlos Aguiar e Marcel Tadeu Silva que são especialistas em Direito do Trabalho e sócios do Peixoto e Cury Advogados

 

Artigo publicado em: Administradores.com.br

Deixe seu comentário
mais...

Responsabilidade Social nas universidades

Por John Snow em Nov.18, 2009, Categoria Responsabilidade Social, comunicacao

Por Régia Vitória

Recentemente temos visto nos veículos de comunicação uma série de artigos e matérias sobre o caso da aluna da Uniban que foi hostilizada na universidade porque usava um vestido curto. A universidade tomou a atitude de expulsar a garota por “desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade”, como disse a instituição em manifestação formal aos jornais de São Paulo. O caso chegou até a Secretaria de Políticas para as Mulheres, que exigiu uma explicação da Uniban sobre a expulsão da universitária. Após isso, a instituição voltou atrás e aceitou a estudante de volta à universidade. Na ocasião percebemos que os alunos descumpriram uma norma social, o de respeito ao cidadão. Porém, a maior problemática a ser discutida deve ser se as universidades têm, de fato, cumprido seu papel social.

A forma em que a mídia expôs o fato categorizou torcidas. Uns defendem a menina outros a universidade. Será que se houvessem palestras e debates entre os alunos da Uniban sobre cidadania e direitos humanos, os discentes chegariam ao ponto de hostilizar uma garota pelo fato de usar vestido curto? E não apenas esse fato, mas vários outros problemas sociais que acontecem diariamente nos corredores de uma instituição de ensino superior, que não são divulgados pela mídia. Como por exemplo, desrespeito a raça, a etnia, a classe social e outros. O caso da Uniban denotou intolerância social, o que pode ser solucionado quando as universidades brasileiras se propuserem a formar uma nova geração de pessoas comprometidas com os valores fundamentais da contemporaneidade. Essa contribuição social está intimamente ligada à área de Responsabilidade Social de uma empresa.

De acordo com o Emerson Capaz do Instituto Ethos, “Responsabilidade Social nas empresas significa uma visão empreendedora mais preocupada com o entorno social em que a empresa está inserida, ou seja, sem deixar de se preocupar com a necessidade de geração de lucro, mas colocando-o não como um fim em si mesmo, mas sim como um meio para se atingir um desenvolvimento sustentável e com mais qualidade de vida”. Uma universidade particular não precisa deixar de lado seus princípios de produtividade para colaborar em prol da promoção do desenvolvimento social.

Quem sai ganhando com a Responsabilidade Social Empresarial é, além da população de um país, a instituição contribuinte. O apoio da empresa estará promovendo geração de renda e inclusão social, o que ajudará a diminuir a desigualdade social e por isso, a organização que investiu obterá mais clientes futuramente.

As universidades, como instituições privados ou públicas, devem contribuir para a dissolução das questões sociais. Por isso, podemos dizer que o tripé em que se apóia uma universidade (pesquisa, ensino e extensão), precisa contemplar a sociedade. Precisamos que os universitários participem das questões sociais e entendam mais o porquê que o mundo está de tal forma, afinal, eles fazem parte da elite da população e, se tornarão formadores de opinião.

Deixe seu comentário mais...

ONU lança campanha “Igual a você” contra o estigma e o preconceito no Brasil

Por John Snow em Nov.13, 2009, Categoria John Snow Brasil, Responsabilidade Social

Igualdade de direitos e um chamamento à sociedade brasileira para o tema das discriminações que homens, mulheres e crianças vivem diariamente no Brasil. Esses são os objetivos da campanha “Igual a Você”, que será lançada nesta segunda-feira (16/11) às 10h no Palácio do Itamaraty – Rio de Janeiro, pelas Nações Unidas e sociedade civil.


Durante a cerimônia, as agências da ONU farão um panorama da realidade de cada população – estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas -, e apresentarão os 10 filmes de 30 segundos que integram a campanha. Os filmes estarão disponíveis para veiculação em emissoras de televisão de todo o país a partir do dia 16 de novembro.

 O ato de lançamento foi seguido de coletiva de imprensa, no Palácio do Itamaraty, com o representante do UNODC, Bo Mathiase; o coordenador do UNAIDS, Pedro Chequer; a vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia; a oficial do Programa de Educação Preventiva para HIV/Aids da UNESCO no Brasil, Maria Rebeca Botero Gomes; o oficial de Informação Pública do ACNUR, Luiz Fernando Godinho, e o diretor do UNIC, Giancarlo Summa. Representantes das entidades da sociedade civil e as lideranças que gravaram as mensagens também estarão no evento para atendimento à imprensa.

 “Igual a Você” – uma campanha contra o estigma e o preconceito dá voz e visibilidade aos direitos humanos das populações alvo da campanha. Os filmes, produzidos pela agência [X]Brasil – Comunicação em Causas Públicas e gravados em estúdio com trilha sonora original de Felipe Radicetti, apresentam mensagens de lideranças de cada um dos grupos discriminados, levando em consideração às diversidades de idade, raça, cor e etnia.

 Assinatura da campanha:

Nações Unidas – UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), com apoio do UNIC Rio (Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil)

 Sociedade Civil: ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), AMNB (Associação Brasileira de Mulheres Negras Brasileiras), ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros), Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas.

 Lançamento: “Igual a Você” – uma campanha contra o estigma e o preconceito, seguido de coletiva de imprensa com o representante do UNODC, Bo Mathiase; o coordenador do UNAIDS, Pedro Chequer; a vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia; a oficial do Programa de Educação Preventiva para HIV da UNESCO no Brasil, Maria Rebeca Botero Gomes; o oficial de Informação Pública do ACNUR, Luiz Fernando Godinho, e o diretor do UNIC, Giancarlo Summa.
Data:
16 de novembro de 2009
Horário: 10h
Local: Palácio do Itamaraty (Rua Marechal Floriano 196 – Centro) – Rio de Janeiro/RJ

 

FONTE: Agência de Notícias da AIDS

Deixe seu comentário mais...

Brasil pode ter índice de responsabilidade para aferir desempenho de gestores na área social

Por John Snow em Nov.09, 2009, Categoria John Snow Brasil

Projeto aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na última quarta-feira (4), prevê a criação do Índice Brasileiro de Responsabilidade Social (IBRS), instrumento para aferir resultados e esforços dos administradores públicos nas políticas de desenvolvimento social. Uma das finalidades do índice é funcionar como instrumento de reconhecimento público e estímulo aos gestores que conciliarem resultados meritórios na área social com o equilíbrio das contas públicas.

De iniciativa da senadora Marina Silva (PT-AC), a proposta (PLS 205/01) foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo relator, senador Pedro Simon (PMDB-RS). No texto original, Marina sugeria a criação do Conselho de Gestão Fiscal e Responsabilidade Social (CGFRS). Entretanto, essa sugestão foi suprimida pelo relator, já que a criação de órgãos é uma prerrogativa do Executivo e seria inconstitucional propor esse tipo de iniciativa por meio de projeto de autoria de parlamentares. O projeto receberá decisão terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

É mais que chegada a hora de medirmos o desenvolvimento social mais do que o simples crescimento econômico. Isso que dizer saúde, educação, moradia e tudo mais que possibilite às pessoas viverem mais e melhor. Nesse sentido, esse projeto tenta estimular prefeitos e demais gestores por meio de premiações que tragam a lume experiências bem sucedidas – afirmou Marina.

Indicadores de base – O IBRS será elaborado a partir de dados fornecidos pelos entes federativos e considerará indicadores de resultados, esforços e participação social, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança pública, desenvolvimento urbano, desenvolvimento rural, gestão ambiental, assistência social, esporte e lazer, distribuição de renda e finanças públicas. Esses indicadores serão divulgados a cada dois anos no Diário Oficial da União.

O órgão responsável pela coleta, organização, análise e divulgação dos dados para elaboração do relatório do IBRS será o Conselho de Gestão Fiscal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei 101/00), composto por representantes de todos os poderes, Ministério Público e entidades representativas da sociedade. As informações poderão ser requisitadas à administração direta, fundações, autarquias e empresas públicas e, ainda, às agências reguladoras e concessionárias de serviços públicos.

Quem não cumprir a lei poderá deixar de receber transferências voluntárias, com exceção daquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social; obter garantia de outro ente; ou criar consórcios públicos ou firmar convênios de cooperação.

Objetivos comuns – No debate, depois de cumprimentar Marina pela iniciativa do projeto, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) mencionou proposta de emenda à Constituição (PEC 29/03 de sua autoria com objetivos semelhantes. Ela lembrou que, depois de seis anos, a matéria finalmente foi aprovada no Senado, seguindo para tramitação na Câmara dos Deputados. Ela explicou que a proposta cria o Índice Nacional de Assistência Social e estabelece metas a serem cumpridas por estados e municípios na execução de políticas articuladas entre os diferentes entes federativos. – O que queremos, com esse meu projeto e o da senadora Marina, é que a área social tenha metas a serem cumpridas, para que os resultados sejam evidentes – disse Lúcia Vânia.

Fonte: Agência Senado

Deixe seu comentário mais...

Sustentabilidade passa por comunicação responsável

Por John Snow em Nov.06, 2009, Categoria comunicacao

Por Newton Figueiredo

A forma como uma empresa se comunica com o consumidor revela o seu nível de sustentabilidade por meio da ética em suas propagandas. Em função da já identificada preferência dos consumidores por produtos e serviços socio ambientalmente responsáveis iniciou-se uma verdadeira ‘corrida maluca para o verde’, em que a ética, em muitos casos, foi deixada de lado, prevalecendo a falsidade ideológica, pela omissão de fatores essenciais de julgamento, e a propaganda enganosa.

O consumidor, cada vez mais informado (mas ao mesmo tempo bastante confuso em identificar genuinidade na verdadeira sustentabilidade), começa a identificar os seguintes tipos de empresas: as que parecem possuir sustentabilidade na sua essência, as que estão buscando o desenvolvimento sustentável de maneira genuína, as que estão aproveitando apenas a onda para parecerem verdes e as que não estão nem aí para o tema.

Ética na comunicação – Não é possível que uma empresa seja sustentável sem ter produtos sustentáveis e uma comunicação ética e responsável com seus consumidores. A preocupação em passar uma informação consistente, completa e transparente sobre a sustentabilidade do produto ou serviço, com credibilidade para o consumidor, é muito importante, especialmente no Brasil, que possui uma população preocupada com o aquecimento global e trocaria de fornecedor, se um produto fosse certificado com o objetivo de impactar menos as mudanças climáticas.

Estamos num momento de grandes mudanças e novas perspectivas. A crise reafirmou que as empresas precisam inovar a todo momento. Trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável é imprescindível.

Assim, 2009 será lembrado como, além do ano da recuperação econômica, o do avanço da abordagem da sustentabilidade. Porém, muito do que vimos ser propagado como iniciativa sustentável foi de fato o que podemos chamar de maquiagem verde e tanto foram as estratégias nesse sentido, que o que ocorreu foi uma verdadeira ‘corrida maluca para o verde’.

Corrida maluca – Entre os muitos casos nesta corrida maluca estão distorções como induzir os consumidores a acreditar que compensações de emissões de carbono, que irão levar 20 anos para ocorrer por meio do plantio de mudas de árvores, tornam produtos e serviços sustentáveis. Também propagandas de estímulo ao consumo de produtos agressivos à saúde somente por terem apenas a embalagem reciclável têm distorcido e deseducado o consumidor brasileiro.

Pesquisas mostram que os consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços que contribuem tanto para o bolso deles como para um mundo melhor. Só tem um detalhe: o consumidor, hoje incrédulo por tanta propaganda enganosa, somente pagará mais por produtos ‘verdes’ se ele estiver convencido que efetivamente contribuem para melhoria do planeta e da qualidade de vida.

Se a ‘corrida maluca para o verde’ dificulta a introdução de produtos e serviços verdadeiramente sustentáveis ela cria uma oportunidade ímpar para as empresas éticas se diferenciarem pela comunicação bem feita e responsável com o consumidor.

 

Fonte:  Terra – Economia e Sustentabilidade

Deixe seu comentário mais...

O que é uma empresa sustentável? A empresa que você trabalha é sustentável?

Por John Snow em Nov.06, 2009, Categoria Responsabilidade Social

Essa pergunta tem sido feita tanto pela comunidade como pelos gestores. Sustentável ainda, na nossa geração, é um conceito em construção. Abaixo destaco pontos relavantes desse conceito, pontos esses abordados nas edições da revista.

PRATICAR A SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL PENSANDO NA CONTINUIDADE DO NEGÓCIO

A sustentabilidade vem se difundido e se intensificando no ambiente corporativo, apesar do conceito ainda não estar totalmente formado, o termo já começa a fazer parte da pauta das reuniões e do planejamento estratégico da maioria das empresas.

A tendência normal de qualquer atividade empresarial pressupõe a geração de resultados satisfatórios ao negócio e aos investidores. O lucro é necessário e deve ser buscado sempre pelas empresas, além de ser visto como uma espécie de combustível que permite alcançar os objetivos e a missão. Além deste contínuo objetivo econômico, novos fatores passam a compor a diretriz estratégica das empresas, visto que a geração de empregos e o recolhimento de impostos não são mais suficientes para manter sua responsabilidade junto à sociedade.

Neste cenário que vem se formando, muitas corporações estão direcionando recursos ou realizando grandes investimentos nas questões socioambientais. Essas atitudes nos ficam evidente quando acessamos a maioria dos sites empresariais e lá encontramos um ícone, uma reportagem ou mesmo um extenso programa dos projetos sociais e ambientais que as empresas desenvolvem. Mas… Qual a real finalidade desses projetos? Trazem mesmo retornos sociais e/ou ambientais? São instrumentos de marketing para agradar o público consumidor? Visam apenas aumentar o número de páginas do balanço social? Enfim, efetivamente, está se trabalhando na sustentabilidade do negócio, da comunidade e do meio ambiente?

A sustentabilidade empresarial, definida pelo Instituto Ethos, consiste em: “assegurar o sucesso do negócio no longo prazo e ao mesmo tempo contribuir para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, com um meio ambiente saudável e uma sociedade estável”. Neste intuito, as corporações necessitam agregar novas idéias e trabalhar dentro de uma nova realidade. Aspectos como responsabilidade social, desenvolvimento limpo, gestão ambiental e ética empresarial começam a ser temas recorrentes no mundo dos negócios e passam a fazer parte das definições estratégicas e da visão de negócio das organizações. As empresas necessitam contribuir efetivamente para uma evolução socioambiental, pois passam a serem vistas como importantes agentes locais para a promoção do desenvolvimento sustentável, contribuindo diretamente para os aspectos econômicos e sociais da comunidade. O conceito de sustentabilidade é baseado no tripple bottom line, ou tripé da sustentabilidade e visa atingir efetivos resultados em três dimensões: econômico, social e ambiental. Este posicionamento empresarial é cada vez mais valorizado por seus stakeholders (acionistas, colaboradores, clientes e a própria comunidade).

Uma nova visão passa a ser um fator determinante para o sucesso das empresas, pois estimula a capacidade de interação e integração com o meio, com a localidade, pois a empresa não está sozinha, ela faz parte de uma sociedade. Estes aspectos começam a ser vistos como diferenciais competitivos em um futuro que já está chegando.

Outro termo que começa a ser utilizado é o de cidadania corporativa. O objetivo principal é definir um padrão de conduta ética em relação aos funcionários, à sociedade e ao meio ambiente. A elaboração de programas que visam implantar políticas internas e externas nesta área também faz parte da governança corporativa. As ações sociais e o voluntariado são estimulados junto aos colaboradores o que propicia um maior comprometimento com a empresa, gerando satisfação pessoal e aumento da produtividade. O marketing social ganha destaque, pois vem se apresentando como uma ferramenta eficaz na divulgação dessas ações. Os consumidores, que estão cada vez mais exigentes e adotando uma postura diferenciada, também querem interagir com organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional e que atuem de forma responsável, assim um novo conceito visando à perenidade do negócio deve ser incorporado, o conceito de empresa cidadã.

A responsabilidade socioambiental não deve se limitar a ações isoladas, que poderiam até ser intituladas como “boas ações” ou até mesmo de filantropias. Uma corporação que adota a estratégia de sustentabilidade para o seu negócio, rompe as limitações lucrativas de curto prazo e estabelece um planejamento sistêmico relacionado aos aspectos internos e externos do negócio. Pensar somente no lucro, como já foi dito, é premissa básica para a existência de qualquer negócio. No âmbito interno, as empresas necessitam absorver o conceito de sustentabilidade também no seu processo de produção. Uma corporação sustentável deve avaliar o seu processo produtivo, ampliar sua visão para toda a cadeia do processo e buscar fornecedores comprometidos e também responsáveis, além de encontrar alternativas para os resíduos gerados na produção e para o destino final das embalagens descartadas pelos consumidores. Uma corporação sustentável estimula o processo criativo de seus colaboradores e busca constantemente encontrar soluções produtivas e matéria-prima com o menor impacto social e ambiental possível. Buscar a sustentabilidade nos processos produtivos não deve ser vista como uma obrigação para atender uma legislação ou um ato de responsabilidade isolado, mas sim como uma nova oportunidade para o negócio.

No âmbito externo, o mercado de uma forma geral já está questionando uma nova postura de avaliação e de estruturação do processo produtivo. Um reflexo desta tendência já começa a se refletir nos empréstimos junto a instituições financeiras, onde começam a ser avaliadas as influências dos processos empresariais e de suas políticas e ações com responsabilidade ambiental e social. Empresas com processos produtivos sustentáveis terão taxas de juros mais atrativas. No mercado de ações, com a tendência para investimentos socialmente responsáveis, os investidores buscam empresas sustentáveis e rentáveis para aplicar seus recursos. Observando a ascendência deste mercado a BOVESPA criou, em dezembro de 2005, o ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial, o principal objetivo foi criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade atual e estimular a responsabilidade ética das corporações. Utilizado sob um aspecto de sustentabilidade corporativa, este indicador é uma ferramenta para a elaboração de análises comparativas da performance das empresas emissoras das ações mais negociadas na BOVESPA. O indicador é baseado na eficiência econômica, no equilíbrio ambiental, na justiça social e na governança corporativa. Enfim o desafio por uma sustentabilidade empresarial se faz possível e necessário.

 Fonte: Blog Revista Geração Sustentável

Deixe seu comentário mais...

Empreendedores sociais inspiram modelos de negócios do futuro

Por John Snow em Nov.04, 2009, Categoria John Snow Brasil, Responsabilidade Social

Por Alfred Vernis

Em um momento de mudanças e reflexões, temos uma oportunidade excelente para examinar organizações com abordagens diferentes do sistema produtivo mais tradicional. E não há necessidade de olhar muito longe. Na fronteira da economia, existem companhias que estão trabalhando na criação de valores econômicos a partir de uma ótica diferente. Globalmente, elas foram batizadas como empresas sociais.

Essas experiências apresentam um crescente potencial para solucionar os atuais e futuros problemas sociais. Constituem novos modelos empresariais que trabalham um mundo mais justo e sustentável, e o fazem competindo com as forças do mercado tradicional, com a intenção de ser financeiramente sustentáveis.

Compreender suas as características é importante para conferir escala às experiências bem-sucedidas. No entanto, definir o perfil de um empreendedor ou empreendedora sociais é algo muito difícil.

Já se sabe, no entanto, que se trata de um indivíduo inovador capaz de enxergar nas questões sociais possibilidades de mudanças transformadoras. Além de ser visionário e, ao mesmo tempo pragmático, planeja sua visão de maneira colaborativa, atraindo o envolvimento de diversos stakeholders.

Se nos concentramos nos atributos fundamentais das empresas sociais, encontramos pistas para novos modelos de negócios empresariais. Em primeiro lugar, são organizações humanistas, que entendem o trabalho como o produto final, não apenas como um meio para obtenção de lucro. O propósito desse negócio é o bem-estar das pessoas e, portanto, a sua qualidade de vida e felicidade. Reivindicar a centralidade do indivíduo na companhia certamente não é uma tarefa simples. Requer que se fale menos em recursos humanos e mais em pessoas.

Em segundo lugar, as empresas sociais tendem a criar simultaneamente valor econômico e social, respeitando também o meio ambiente. Isso não significa que mais valor econômico represente menos valor social ou vice-versa, mas que encontraram um ponto de equilíbrio no tripé.

Por último, as empresas sociais mais inovadoras são as que estão se concentrando no que se conhece como “negócios inclusivos”. Elas passaram a incluir no mercado indivíduos sem recursos. Construir uma cadeia de valor baseada nos mais pobres, transformando excluídos em clientes, empregados ou fornecedores de seu negócio, tem sido um desafio complexo para as companhias na medida em que exige repensar seus tradicionais modelos empresariais.

Há dois exemplos espanhóis ilustrativos. O primeiro é o da Fundación Futur, uma empresa catalã criada para reintegrar social e profissionalmente indivíduos em situação de exclusão. A organização desenvolveu um posicionamento inovador fundado em produtos ecológicos e biológicos de comércio justo para o setor de alimentação. Ao identificar um perfil distinto nas cantinas escolares, a Futur encontrou um nicho de mercado promissor. O outro exemplo vem da cooperativa sem fins lucrativos La Fageda, que é a segunda maior produtora de iogurtes de Catalunha, com um detalhe importante: 80% de seus trabalhadores são pessoas com deficiência mental e física. Muita gente se pergunta como uma cooperativa agrícola com trabalhadores deficientes pode produzir iogurtes de excelente qualidade –pelos quais o consumidor está disposto a pagar um valor extra de 30% — competindo diretamente com grandes marcas internacionais. O segredo: um projeto coerente no qual o indivíduo – e não a constante busca pelo lucro – está no centro das ações.

Explicar esses modelos – e no Brasil também há muitos – é responsabilidade das escolas de negócios. Não podemos ignorar essas experiências e, certamente, elas já estão nos oferecendo indícios para o futuro dos negócios.

 Box: Perfil dos empreendedores sociais:

• Concentram-se na criação de valor social, e se preocupam em apontar novas ideias/enfoques e desafios de determinados grupos ou problemas sociais

• Tratam de inovar encontrando um produto ou serviço novo/diferente ou um enfoque novo para um desafio social

• Entendem que para realizar seus projetos é necessário ter o apoio do ecossistema.

• Procuram solucionar os desafios de maneira sistêmica.

• Lançam-se em projetos empresariais muito antes de assegurar que possuem os recursos necessários.

• Arriscam-se com forte determinação em aventuras empresariais que muitos não se atrevem.

?
* Alfred Vernis é líder de treinamento do Instituto de Inovação Social da ESADE Business School (Universidad Ramon Llull)

FONTE: Idéia Socioambiental

Deixe seu comentário mais...

RSE, importante meio para o desenvolvimento social

Por John Snow em Nov.03, 2009, Categoria John Snow Brasil, Responsabilidade Social

Não há dúvidas que a Responsabilidade Social é importante para a sociedade e, mais do que isso, deve ser adotada como cultura empresarial.

Algumas empresas já praticam esse tipo de ação e se preocupam com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da sociedade em que estão inseridas. Porém, associar as ações sociais de respeito ao meio ambiente e à sociedade, além de se preocupar com a geração do lucro, tem sido dificultoso para a maioria das empresas.

Apesar das críticas de que empresa nenhuma se preocupa com questões sociais e sim com o abatimento de impostos e geração lucros, as corporações devem mudar esse conceito sem se preocupar com os pré-conceitos. Ainda mais, porque a preocupação com o desenvolvimento sustentável e a política de transparência da empresa para com seus diferentes públicos, tem se tornado pré-requisito para que ela continue crescendo e ampliando seus projetos.

Assim, contribuir de forma inovadora e exemplar para o aperfeiçoamento da sociedade, provocando mudanças de atitudes e de valores que materializem o ideal de uma sociedade mais justa deve fazer parte de gestão dos negócios das empresas privadas.

 

*RSE: Responsabilidade Social Empresarial

 

FONTE: Target Comunicação

Deixe seu comentário mais...