John Snow

Responsabilidade Social

Benefícios da Sistematização de Tecnologias Sociais

Por John Snow em Nov.26, 2009, Categoria John Snow Brasil, Responsabilidade Social

A John Snow Brasil acaba de assinar um contrato de consultoria com o SESI Departamento Nacional, para sistematizar a tecnologia social da Ação Global.

 Leia mais no artigo a seguir sobre tecnologias sociais e as vantagens de sua sistematização:

Escrito por Mariann Tóth   

Neste breve artigo partimos da definição de tecnologia social como sendo o conjunto de processos, métodos, técnicas, instrumentos e procedimentos sistematizados que possam melhorar a efetividade de intervenções sociais.

Ou seja, metodologias com impacto social comprovado que promovam a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida da população.

É comum vermos organizações e instituições, inclusive reconhecidas pela sua atuação na área social, promoverem intervenções pontuais sem eficácia comprovada e sem processos de replicação facilitados, como sendo “tecnologias sociais”. Esses projetos e programas atendem somente uma parcela pequena de uma realidade específica, e não conseguem transcender suas dimensões locais, por não serem sistematizados dentro de um conjunto sólido que possa potencializar seus benefícios.

Para atender as demandas do mercado social e oferecer soluções integradas e sustentáveis, é essencial combinar essas iniciativas de forma a garantir sua qualidade e impacto. Por isso, sistematizar uma tecnologia social significa padronizar seus processos; formatar as experiências aplicadas com resultado positivo aferido; e, por fim, aumentar a efetividade de seus processos, serviços e produtos relacionados à satisfação das necessidades sociais identificados. A sistematização de tecnologias sociais é fundamental para o seu fortalecimento e sustentabilidade, pois sua reaplicação planejada pode solucionar problemas estruturais graves com pouco investimento adicional, já que uma vez formatadas e comprovadas, as tecnologias podem ser reaplicadas em diversos contextos sociais e culturais.

Os principais benefícios para uma entidade, privada ou pública, que invista na criação e sistematização de tecnologias sociais, é o ganho na qualidade de sua intervenção, que gerará visibilidade, reconhecimento e a padronização de seus processos. A sistematização de iniciativas facilita a reaplicação das mesmas, por parte de entidades sociais variadas, como fundações empresariais, ONGs, e órgãos governamentais executores, que tenham demandas semelhantes àquelas identificadas e atendidas pelas atividades e que possam ter interesse em replicar a tecnologia social e seus benefícios para a sua população. Além disso, fortalece a iniciativa desenvolvida como sendo uma tecnologia de investimento social de interesse institucional e desenha possíveis ações a serem desenvolvidas para potencializar o impacto e a continuidade das ações da iniciativa.

Além dos benefícios diretos para a população atendida, o fortalecimento de tecnologias sociais também tem conseqüências positivas para os diversos grupos de  stakeholders de um negócio. Uma ação ou programa sistematizado possibilita uma comunicação mais eficiente e estratégica junto a cada uma das partes interessadas, assim como os potenciais investidores e parceiros. Para começar, os funcionários ganham padrões e procedimentos internos e técnicos estabelecidos e claros. Os acionistas conquistam uma maior visibilidade da organização e das ações realizadas, gerando maior custo-efetividade e custo-benefício. Com relação aos clientes, se aumenta a percepção da confiança e sua fidelização, ao passo que com relação à comunidade, geram-se impactos positivos com relação à equidade e à melhoria no acesso aos serviços. Os fornecedores passam a ter maior clareza sobre padrões e procedimentos estabelecidos. Por fim, o governo e sociedade como um todo lucra com o aumento do custo-benefício de ações e com o fortalecimento de políticas públicas.

No mercado social existem diversas estratégias para sistematizar ações da área social. A maioria delas baseia-se no registro dos processos dentro de uma ordem lógica e a manualização desses processos que possibilite a comunicação fácil e didática de seus processos, desafios e possíveis impactos. Para que uma ação ou projeto seja consolidado como tecnologia social, é necessário realizar determinados componentes de trabalho seguindo uma linha lógica baseada na análise situacional do contexto no qual serão realizados. Os componentes abarcam ações como a realização de levantamento de necessidades e demandas da realidade do público; definição dos componentes programáticos da intervenção, elaboração de estratégias de Informação, Educação e Comunicação, empacotamento (formatação) das tecnologias sociais; e, por fim, a comunicação do conjunto de tecnologias em formatos se fácil compreensão e reaplicação, variando de DVDs a manuais impressos. Esses materiais impressos ou eletrônicos podem ser apresentados às organizações parceiras como uma metodologia consolidada de investimento social e modelo para ser aplicado em contextos nos quais faltam serviços básicos de cidadania, saúde, educação.

Em suma, após um ciclo inicial de um programa social (planejamento-execução-avaliação), com dados concretos de impacto aferido em mãos, é essencial que se avance para a fase de sistematização dos componentes da intervenção que terá como principais vantagens tangíveis sua consolidação, padronização, qualidade, sua promoção e possibilidades de reaplicação que poderão proporcionar a ampliação dos impactos sociais alcançados.

*Coordenadora de Marketing Social da John Snow Brasil Consultoria, especialista em cooperação internacional pela Sociedad de Estudios Internacionales de Madrid e especialista em políticas sociais e gestão de ONGs pela Universidade de Brasília

Artigo publicado no dia 16 de julho de 2009 em MarketingSocial.com.br

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Responsabilidade Social nas universidades

Por John Snow em Nov.18, 2009, Categoria Responsabilidade Social, comunicacao

Por Régia Vitória

Recentemente temos visto nos veículos de comunicação uma série de artigos e matérias sobre o caso da aluna da Uniban que foi hostilizada na universidade porque usava um vestido curto. A universidade tomou a atitude de expulsar a garota por “desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade”, como disse a instituição em manifestação formal aos jornais de São Paulo. O caso chegou até a Secretaria de Políticas para as Mulheres, que exigiu uma explicação da Uniban sobre a expulsão da universitária. Após isso, a instituição voltou atrás e aceitou a estudante de volta à universidade. Na ocasião percebemos que os alunos descumpriram uma norma social, o de respeito ao cidadão. Porém, a maior problemática a ser discutida deve ser se as universidades têm, de fato, cumprido seu papel social.

A forma em que a mídia expôs o fato categorizou torcidas. Uns defendem a menina outros a universidade. Será que se houvessem palestras e debates entre os alunos da Uniban sobre cidadania e direitos humanos, os discentes chegariam ao ponto de hostilizar uma garota pelo fato de usar vestido curto? E não apenas esse fato, mas vários outros problemas sociais que acontecem diariamente nos corredores de uma instituição de ensino superior, que não são divulgados pela mídia. Como por exemplo, desrespeito a raça, a etnia, a classe social e outros. O caso da Uniban denotou intolerância social, o que pode ser solucionado quando as universidades brasileiras se propuserem a formar uma nova geração de pessoas comprometidas com os valores fundamentais da contemporaneidade. Essa contribuição social está intimamente ligada à área de Responsabilidade Social de uma empresa.

De acordo com o Emerson Capaz do Instituto Ethos, “Responsabilidade Social nas empresas significa uma visão empreendedora mais preocupada com o entorno social em que a empresa está inserida, ou seja, sem deixar de se preocupar com a necessidade de geração de lucro, mas colocando-o não como um fim em si mesmo, mas sim como um meio para se atingir um desenvolvimento sustentável e com mais qualidade de vida”. Uma universidade particular não precisa deixar de lado seus princípios de produtividade para colaborar em prol da promoção do desenvolvimento social.

Quem sai ganhando com a Responsabilidade Social Empresarial é, além da população de um país, a instituição contribuinte. O apoio da empresa estará promovendo geração de renda e inclusão social, o que ajudará a diminuir a desigualdade social e por isso, a organização que investiu obterá mais clientes futuramente.

As universidades, como instituições privados ou públicas, devem contribuir para a dissolução das questões sociais. Por isso, podemos dizer que o tripé em que se apóia uma universidade (pesquisa, ensino e extensão), precisa contemplar a sociedade. Precisamos que os universitários participem das questões sociais e entendam mais o porquê que o mundo está de tal forma, afinal, eles fazem parte da elite da população e, se tornarão formadores de opinião.

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ONU lança campanha “Igual a você” contra o estigma e o preconceito no Brasil

Por John Snow em Nov.13, 2009, Categoria John Snow Brasil, Responsabilidade Social

Igualdade de direitos e um chamamento à sociedade brasileira para o tema das discriminações que homens, mulheres e crianças vivem diariamente no Brasil. Esses são os objetivos da campanha “Igual a Você”, que será lançada nesta segunda-feira (16/11) às 10h no Palácio do Itamaraty – Rio de Janeiro, pelas Nações Unidas e sociedade civil.


Durante a cerimônia, as agências da ONU farão um panorama da realidade de cada população – estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas -, e apresentarão os 10 filmes de 30 segundos que integram a campanha. Os filmes estarão disponíveis para veiculação em emissoras de televisão de todo o país a partir do dia 16 de novembro.

 O ato de lançamento foi seguido de coletiva de imprensa, no Palácio do Itamaraty, com o representante do UNODC, Bo Mathiase; o coordenador do UNAIDS, Pedro Chequer; a vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia; a oficial do Programa de Educação Preventiva para HIV/Aids da UNESCO no Brasil, Maria Rebeca Botero Gomes; o oficial de Informação Pública do ACNUR, Luiz Fernando Godinho, e o diretor do UNIC, Giancarlo Summa. Representantes das entidades da sociedade civil e as lideranças que gravaram as mensagens também estarão no evento para atendimento à imprensa.

 “Igual a Você” – uma campanha contra o estigma e o preconceito dá voz e visibilidade aos direitos humanos das populações alvo da campanha. Os filmes, produzidos pela agência [X]Brasil – Comunicação em Causas Públicas e gravados em estúdio com trilha sonora original de Felipe Radicetti, apresentam mensagens de lideranças de cada um dos grupos discriminados, levando em consideração às diversidades de idade, raça, cor e etnia.

 Assinatura da campanha:

Nações Unidas – UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), com apoio do UNIC Rio (Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil)

 Sociedade Civil: ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), AMNB (Associação Brasileira de Mulheres Negras Brasileiras), ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros), Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas.

 Lançamento: “Igual a Você” – uma campanha contra o estigma e o preconceito, seguido de coletiva de imprensa com o representante do UNODC, Bo Mathiase; o coordenador do UNAIDS, Pedro Chequer; a vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia; a oficial do Programa de Educação Preventiva para HIV da UNESCO no Brasil, Maria Rebeca Botero Gomes; o oficial de Informação Pública do ACNUR, Luiz Fernando Godinho, e o diretor do UNIC, Giancarlo Summa.
Data:
16 de novembro de 2009
Horário: 10h
Local: Palácio do Itamaraty (Rua Marechal Floriano 196 – Centro) – Rio de Janeiro/RJ

 

FONTE: Agência de Notícias da AIDS

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O que é uma empresa sustentável? A empresa que você trabalha é sustentável?

Por John Snow em Nov.06, 2009, Categoria Responsabilidade Social

Essa pergunta tem sido feita tanto pela comunidade como pelos gestores. Sustentável ainda, na nossa geração, é um conceito em construção. Abaixo destaco pontos relavantes desse conceito, pontos esses abordados nas edições da revista.

PRATICAR A SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL PENSANDO NA CONTINUIDADE DO NEGÓCIO

A sustentabilidade vem se difundido e se intensificando no ambiente corporativo, apesar do conceito ainda não estar totalmente formado, o termo já começa a fazer parte da pauta das reuniões e do planejamento estratégico da maioria das empresas.

A tendência normal de qualquer atividade empresarial pressupõe a geração de resultados satisfatórios ao negócio e aos investidores. O lucro é necessário e deve ser buscado sempre pelas empresas, além de ser visto como uma espécie de combustível que permite alcançar os objetivos e a missão. Além deste contínuo objetivo econômico, novos fatores passam a compor a diretriz estratégica das empresas, visto que a geração de empregos e o recolhimento de impostos não são mais suficientes para manter sua responsabilidade junto à sociedade.

Neste cenário que vem se formando, muitas corporações estão direcionando recursos ou realizando grandes investimentos nas questões socioambientais. Essas atitudes nos ficam evidente quando acessamos a maioria dos sites empresariais e lá encontramos um ícone, uma reportagem ou mesmo um extenso programa dos projetos sociais e ambientais que as empresas desenvolvem. Mas… Qual a real finalidade desses projetos? Trazem mesmo retornos sociais e/ou ambientais? São instrumentos de marketing para agradar o público consumidor? Visam apenas aumentar o número de páginas do balanço social? Enfim, efetivamente, está se trabalhando na sustentabilidade do negócio, da comunidade e do meio ambiente?

A sustentabilidade empresarial, definida pelo Instituto Ethos, consiste em: “assegurar o sucesso do negócio no longo prazo e ao mesmo tempo contribuir para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, com um meio ambiente saudável e uma sociedade estável”. Neste intuito, as corporações necessitam agregar novas idéias e trabalhar dentro de uma nova realidade. Aspectos como responsabilidade social, desenvolvimento limpo, gestão ambiental e ética empresarial começam a ser temas recorrentes no mundo dos negócios e passam a fazer parte das definições estratégicas e da visão de negócio das organizações. As empresas necessitam contribuir efetivamente para uma evolução socioambiental, pois passam a serem vistas como importantes agentes locais para a promoção do desenvolvimento sustentável, contribuindo diretamente para os aspectos econômicos e sociais da comunidade. O conceito de sustentabilidade é baseado no tripple bottom line, ou tripé da sustentabilidade e visa atingir efetivos resultados em três dimensões: econômico, social e ambiental. Este posicionamento empresarial é cada vez mais valorizado por seus stakeholders (acionistas, colaboradores, clientes e a própria comunidade).

Uma nova visão passa a ser um fator determinante para o sucesso das empresas, pois estimula a capacidade de interação e integração com o meio, com a localidade, pois a empresa não está sozinha, ela faz parte de uma sociedade. Estes aspectos começam a ser vistos como diferenciais competitivos em um futuro que já está chegando.

Outro termo que começa a ser utilizado é o de cidadania corporativa. O objetivo principal é definir um padrão de conduta ética em relação aos funcionários, à sociedade e ao meio ambiente. A elaboração de programas que visam implantar políticas internas e externas nesta área também faz parte da governança corporativa. As ações sociais e o voluntariado são estimulados junto aos colaboradores o que propicia um maior comprometimento com a empresa, gerando satisfação pessoal e aumento da produtividade. O marketing social ganha destaque, pois vem se apresentando como uma ferramenta eficaz na divulgação dessas ações. Os consumidores, que estão cada vez mais exigentes e adotando uma postura diferenciada, também querem interagir com organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional e que atuem de forma responsável, assim um novo conceito visando à perenidade do negócio deve ser incorporado, o conceito de empresa cidadã.

A responsabilidade socioambiental não deve se limitar a ações isoladas, que poderiam até ser intituladas como “boas ações” ou até mesmo de filantropias. Uma corporação que adota a estratégia de sustentabilidade para o seu negócio, rompe as limitações lucrativas de curto prazo e estabelece um planejamento sistêmico relacionado aos aspectos internos e externos do negócio. Pensar somente no lucro, como já foi dito, é premissa básica para a existência de qualquer negócio. No âmbito interno, as empresas necessitam absorver o conceito de sustentabilidade também no seu processo de produção. Uma corporação sustentável deve avaliar o seu processo produtivo, ampliar sua visão para toda a cadeia do processo e buscar fornecedores comprometidos e também responsáveis, além de encontrar alternativas para os resíduos gerados na produção e para o destino final das embalagens descartadas pelos consumidores. Uma corporação sustentável estimula o processo criativo de seus colaboradores e busca constantemente encontrar soluções produtivas e matéria-prima com o menor impacto social e ambiental possível. Buscar a sustentabilidade nos processos produtivos não deve ser vista como uma obrigação para atender uma legislação ou um ato de responsabilidade isolado, mas sim como uma nova oportunidade para o negócio.

No âmbito externo, o mercado de uma forma geral já está questionando uma nova postura de avaliação e de estruturação do processo produtivo. Um reflexo desta tendência já começa a se refletir nos empréstimos junto a instituições financeiras, onde começam a ser avaliadas as influências dos processos empresariais e de suas políticas e ações com responsabilidade ambiental e social. Empresas com processos produtivos sustentáveis terão taxas de juros mais atrativas. No mercado de ações, com a tendência para investimentos socialmente responsáveis, os investidores buscam empresas sustentáveis e rentáveis para aplicar seus recursos. Observando a ascendência deste mercado a BOVESPA criou, em dezembro de 2005, o ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial, o principal objetivo foi criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade atual e estimular a responsabilidade ética das corporações. Utilizado sob um aspecto de sustentabilidade corporativa, este indicador é uma ferramenta para a elaboração de análises comparativas da performance das empresas emissoras das ações mais negociadas na BOVESPA. O indicador é baseado na eficiência econômica, no equilíbrio ambiental, na justiça social e na governança corporativa. Enfim o desafio por uma sustentabilidade empresarial se faz possível e necessário.

 Fonte: Blog Revista Geração Sustentável

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Empreendedores sociais inspiram modelos de negócios do futuro

Por John Snow em Nov.04, 2009, Categoria John Snow Brasil, Responsabilidade Social

Por Alfred Vernis

Em um momento de mudanças e reflexões, temos uma oportunidade excelente para examinar organizações com abordagens diferentes do sistema produtivo mais tradicional. E não há necessidade de olhar muito longe. Na fronteira da economia, existem companhias que estão trabalhando na criação de valores econômicos a partir de uma ótica diferente. Globalmente, elas foram batizadas como empresas sociais.

Essas experiências apresentam um crescente potencial para solucionar os atuais e futuros problemas sociais. Constituem novos modelos empresariais que trabalham um mundo mais justo e sustentável, e o fazem competindo com as forças do mercado tradicional, com a intenção de ser financeiramente sustentáveis.

Compreender suas as características é importante para conferir escala às experiências bem-sucedidas. No entanto, definir o perfil de um empreendedor ou empreendedora sociais é algo muito difícil.

Já se sabe, no entanto, que se trata de um indivíduo inovador capaz de enxergar nas questões sociais possibilidades de mudanças transformadoras. Além de ser visionário e, ao mesmo tempo pragmático, planeja sua visão de maneira colaborativa, atraindo o envolvimento de diversos stakeholders.

Se nos concentramos nos atributos fundamentais das empresas sociais, encontramos pistas para novos modelos de negócios empresariais. Em primeiro lugar, são organizações humanistas, que entendem o trabalho como o produto final, não apenas como um meio para obtenção de lucro. O propósito desse negócio é o bem-estar das pessoas e, portanto, a sua qualidade de vida e felicidade. Reivindicar a centralidade do indivíduo na companhia certamente não é uma tarefa simples. Requer que se fale menos em recursos humanos e mais em pessoas.

Em segundo lugar, as empresas sociais tendem a criar simultaneamente valor econômico e social, respeitando também o meio ambiente. Isso não significa que mais valor econômico represente menos valor social ou vice-versa, mas que encontraram um ponto de equilíbrio no tripé.

Por último, as empresas sociais mais inovadoras são as que estão se concentrando no que se conhece como “negócios inclusivos”. Elas passaram a incluir no mercado indivíduos sem recursos. Construir uma cadeia de valor baseada nos mais pobres, transformando excluídos em clientes, empregados ou fornecedores de seu negócio, tem sido um desafio complexo para as companhias na medida em que exige repensar seus tradicionais modelos empresariais.

Há dois exemplos espanhóis ilustrativos. O primeiro é o da Fundación Futur, uma empresa catalã criada para reintegrar social e profissionalmente indivíduos em situação de exclusão. A organização desenvolveu um posicionamento inovador fundado em produtos ecológicos e biológicos de comércio justo para o setor de alimentação. Ao identificar um perfil distinto nas cantinas escolares, a Futur encontrou um nicho de mercado promissor. O outro exemplo vem da cooperativa sem fins lucrativos La Fageda, que é a segunda maior produtora de iogurtes de Catalunha, com um detalhe importante: 80% de seus trabalhadores são pessoas com deficiência mental e física. Muita gente se pergunta como uma cooperativa agrícola com trabalhadores deficientes pode produzir iogurtes de excelente qualidade –pelos quais o consumidor está disposto a pagar um valor extra de 30% — competindo diretamente com grandes marcas internacionais. O segredo: um projeto coerente no qual o indivíduo – e não a constante busca pelo lucro – está no centro das ações.

Explicar esses modelos – e no Brasil também há muitos – é responsabilidade das escolas de negócios. Não podemos ignorar essas experiências e, certamente, elas já estão nos oferecendo indícios para o futuro dos negócios.

 Box: Perfil dos empreendedores sociais:

• Concentram-se na criação de valor social, e se preocupam em apontar novas ideias/enfoques e desafios de determinados grupos ou problemas sociais

• Tratam de inovar encontrando um produto ou serviço novo/diferente ou um enfoque novo para um desafio social

• Entendem que para realizar seus projetos é necessário ter o apoio do ecossistema.

• Procuram solucionar os desafios de maneira sistêmica.

• Lançam-se em projetos empresariais muito antes de assegurar que possuem os recursos necessários.

• Arriscam-se com forte determinação em aventuras empresariais que muitos não se atrevem.

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* Alfred Vernis é líder de treinamento do Instituto de Inovação Social da ESADE Business School (Universidad Ramon Llull)

FONTE: Idéia Socioambiental

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RSE, importante meio para o desenvolvimento social

Por John Snow em Nov.03, 2009, Categoria John Snow Brasil, Responsabilidade Social

Não há dúvidas que a Responsabilidade Social é importante para a sociedade e, mais do que isso, deve ser adotada como cultura empresarial.

Algumas empresas já praticam esse tipo de ação e se preocupam com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da sociedade em que estão inseridas. Porém, associar as ações sociais de respeito ao meio ambiente e à sociedade, além de se preocupar com a geração do lucro, tem sido dificultoso para a maioria das empresas.

Apesar das críticas de que empresa nenhuma se preocupa com questões sociais e sim com o abatimento de impostos e geração lucros, as corporações devem mudar esse conceito sem se preocupar com os pré-conceitos. Ainda mais, porque a preocupação com o desenvolvimento sustentável e a política de transparência da empresa para com seus diferentes públicos, tem se tornado pré-requisito para que ela continue crescendo e ampliando seus projetos.

Assim, contribuir de forma inovadora e exemplar para o aperfeiçoamento da sociedade, provocando mudanças de atitudes e de valores que materializem o ideal de uma sociedade mais justa deve fazer parte de gestão dos negócios das empresas privadas.

 

*RSE: Responsabilidade Social Empresarial

 

FONTE: Target Comunicação

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Tão perto, tão longe

Por John Snow em Out.30, 2009, Categoria John Snow Brasil, Meio Ambiente, Responsabilidade Social

No país dos contrastes, o jovem brasileiro vive uma situação paradoxal nas periferias. Nos rincões de pobreza, ele se perde frequentemente, seja para a violência ou para as drogas. Mas é ali também que ele encontra o resgate da marginalidade e da falta de perspectiva por meio do trabalho social sério de organizações não governamentais e instituições. Elas fazem o que os governos deveriam fazer e não o fazem.

Recentemente, nos combates entre favelas do rio, o país perdeu um dos promotores sociais do AfroReggae, que trabalhava justamente em programas voltados para a juventude carente. Evandro João da Silva tirava jovens do crime por meio da música. E morreu porque foi até a favela, conviveu com a comunidade e foi vitima do descaso da polícia enquanto agonizava. Da mesma forma que tantos moradores, grande parte dos jovens, também são. A morte chamou atenção para uma guerra há muito conhecida e há muito mais tempo ignorada ou tratada como um problema crônico e sem solução. Na verdade, é crônico, mas tem solução e ela é aproveitada por toda a sociedade.

Na última sexta-feira, publicamos uma reportagem que mostra o quanto o investimento em projetos sociais voltados para a juventude carente traz benefícios, inclusive econômicos, para a comunidade. Segundo pesquisa de uma consultoria americana, a sociedade ganha o dobro quando investe em ações como o Programa Jovem de
Expressão – que oferece oficinas artísticas e culturais para adolescentes de Sobradinho 2 e Ceilândia. Um ótimo exemplo, que ainda esta no patamar das exceções em meio ao abandono geral dos jovens carentes do Brasil.

Se agora a violência nas periferias está em debate e ganha tanto destaque, inclusive no exterior, é por causa das Olimpíadas e da copa do Mundo. Esse eco da violência deveria ressoar, no entanto, todo o tempo, em todo lugar, no ouvido dos políticos que se preparam apara a campanha eleitoral. Primeiro, porque silenciar sobre essa situação é desprezar a juventude e seu futuro, um erro estratégico para todo o país que se pretenda grande. Segundo, porque o rio não padece sozinho, então o problema deve ser discutido em larga escala. Num levantamento recente feito pela editoria de Cidades e publicado aqui, mostramos a violência contra os jovens está se alastrando, beirando as escolas. Relatamos que 60 jovens abordados já tinham sido assaltados nas proximidades de escolas. Relatamos que os 60 jovens abordados já tinham sido assaltados nas proximidades de escolas do Plano Piloto. Só mais um exemplo de que as vitimas jovens estão em todo o lugar.

 Fonte: Editorial do Correio Braziliense, por Ana Dubeux no dia 25 de outubro de 2009.

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Investir em jovens é um bom negócio

Por John Snow em Out.29, 2009, Categoria John Snow Brasil, Responsabilidade Social

Jovens na oficina de Break do PJE

Jovens na oficina de Break do PJE

Pesquisa de entidade de consultoria americana feita no DF mostra que, a cada R$ 1 aplicado em programas sociais voltados para pessoas entre 18 e 24 anos, a sociedade ganha quase o dobro em riqueza econômica

 
Jovens menos violentos serão adultos mais produtivos no futuro. A mudança comportamental de pessoas que têm contato com algum tipo de violência pode gerar uma maior renda familiar e até movimentar a economia da comunidade onde elas vivem. A importância de investir em programas sociais de atendimento a jovens carentes e de baixa escolaridade no Distrito Federal foi traduzida em números. Uma investigação estatística mostrou que quando uma empresa privada aplica dinheiro na juventude, a sociedade ganha quase o dobro do valor em riqueza econômica.

Pesquisa feita pela John Snow Brasil Consultoria, uma entidade internacional, sobre o impacto econômico do programa Jovem de Expressão, que oferece oficinas artísticas e culturais, além de terapia comunitária, a 300 jovens com idade entre 18 e 24 anos nas cidades de Sobradinho II e Ceilândia, revela que a cada R$ 1 investido no programa gerou-se R$1,87 de riqueza econômica. Descontando as probabilidades de perdas futuras — como desemprego, morte precoce dos jovens e desvalorização do dinheiro — o retorno do programa, num prazo de 45 anos (que equivale a idade produtiva entre 20 e 65 anos), será de R$ 318 mil à sociedade.

Segundo o coordenador-geral da pesquisa, Miguel Barbosa Fontes, há uma relação direta com a violência e a renda do jovem. “Quanto mais conhecimento ele tiver sobre violência, atitudes e práticas, ganhará mais na vida produtiva porque fará mais decisões positivas”, afirma. O ponto inicial para elaboração da pesquisa foi a Escala de Comportamento de Paz, criada pela John Snow¹ e as organizações não governamentais (ONGs) que participam do programa, com base em publicações de literatura científica. Um questionário com 35 questões sobre conhecimento, atitudes e práticas de violência foi aplicado aos jovens. Quem teve respostas mais positivas, subia na escala. “A juventude que teve mais pontos na escala, terá mais chance de projetar a renda individual e a familiar”, conclui ele.

O reconhecimento ao esforço de mudar de mentalidade e comportamento veio em forma de ajuda de custo. O dançarino Luiz Fernando Barbosa, 18 anos, sempre foi ligado ao estilo street dance, mas o temperamento estourado não o deixava seguir em frente. “Não estudava direito, vivia na rua e quando me chamavam por Testa (apelido que ele sempre detestou) eu ficava doido”, lembra um dos atuais monitores de dança do Programa Jovem de Expressão. Ele conta que frequentar as aulas dadas pelo programa o ajudou a ter mais fé e autoestima. “Faz mais de um ano que participo e hoje já dou aulas e recebo uma ajuda de custo para isso. Faço também apresentações fora daqui. O dinheiro, invisto em coisas para mim e minha família”, comenta.

 Colcha de retalho

Para o professor do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB) Vicente Faleiros, a violência só causa prejuízo e perda de vida. Ele lembra que a criminalidade é a principal causa externa de morte entre jovens de 20 a 29 anos. “Políticas públicas são fundamentais para o combate à violência, mas o setor privado pode se integrar a elas. O importante é que a ação seja conjunta, para não ficar uma atuação tipo colcha de retalho”, cita o professor. Em relação ao custo/benefício revelado pela pesquisa, ele é cuidadoso. “É cálculo razoável, mas o principal investimento tem que vir do Estado. A verba vinda do setor privado e de ONGs são complementares, mas o governo tem que investir sobretudo na melhoria da educação nas escolas públicas. A escolaridade é a maior vacina contra a violência”, defende.

O presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Davi Barros, destaca que a política de responsabilidade social das empresas vem tendo um foco importante e positivo a respeito da condição juvenil no Brasil, nos últimos anos. “Isso estimula o próprio Estado a fazer investimentos nesse sentido. De fato, o Estado tem dificuldade de atender a demanda e experiências que dão certo podem servir de exemplo para novos programas”, acredita. No entanto, Barros frisa que a participação da empresa privada pode ser emergencial e cumprir apenas políticas pontuais. “A atuação da sociedade civil tem um limite. Às vezes, não segue as transformações das ações sociais. Depois disso, quem irá mensurar o impacto da ação social? Quem continua dando um acompanhamento ao jovem?”, indaga.

Toda a prevenção é mais barata do que o gasto com a correção. Segundo a secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), Eliana Pedrosa, o custo/benefício para o Estado e a sociedade é muito maior. Entretanto, ela admite que o poder público não tem condições de atender 100% a demanda de crianças e jovens carentes. “É necessária a participação complementar da sociedade civil, por isso temos vários convênios assinados. Um deles é o programa de auxílio ao primeiro emprego”, conta.

Mudança de rumos

Patrocinado pelo Grupo Caixa Seguros, o Jovem de Expressão é executado por duas organizações não governamentais (ONGs), o grupo Azulim e o Movimento Integrado de Saúde Comunitária do Distrito Federal (Mismec). A intenção do programa é evitar que os jovens sejam expostos a situações de risco e violência e há várias atividades para atraí-los. Aulas de dança hip-hop e street, webdesign, informática, grafite, fotografia e audiovisual são as armas usadas para mostrar aos jovens que há outros modos de pensar e agir numa sociedade organizada.

jovens

Os jovens do PJE estão menos expostos à violência interpessoal

A coordenadora de Investimento Social Privado do Grupo Caixa Seguros, Alice Scartezini, diz que a faixa etária dos 18 aos 24 anos é descoberta na maior parte dos programas de políticas públicas. Ela cita que nessas idades a sociedade começa a cobrar atuação deles no mercado de trabalho. “Investimento social em jovens é um bom negócio e dá resultado. O retorno é muito rápido nessa faixa etária. É a fase na qual eles podem, se quiserem, correr atrás do prejuízo porque já tem capacidade produtiva”, diz. Scaterzini destaca que o mercado de trabalho valoriza o jovem que busca conhecimento e formação, mas não é tolerante à falta de compromisso e comprometimento.

O coordenador do programa, Iranildo Gomes, afirma que o aprendizado dos jovens está atraindo a comunidade. “Muita gente procura os meninos que fazem grafite e pagam pelo trabalho deles. Sobradinho II está até mudando de cara”, diz. A estudante Aline Dias, 24 anos, buscou o programa porque passava por conflitos em casa e precisa de ajuda para entendê-los e saber como agir. A sobrecarga emocional era tanta, que à época, ela pensava em largar o curso universitário de letras. Depois de muita conversa na terapia comunitária, Aline mudou o foco. Tomou gosto pela experiência e se viu inserida na comunidade. “Eu queria ir embora, mas vi que posso ser feliz aqui”, conta. Hoje ela faz um curso de extensão universitária e sabe o que quer ser do futuro. (LM)

 1 – Gestão estratégica  -  A John Snow é uma consultoria americana especializada na gestão estratégica de investimentos sociais públicos e privados. Avalia por meio de pesquisas e aferição do impacto social o retorno dos recursos aplicados, o lucro social, prestando contas de todo o esforço empregado.

FONTE: Correio Braziliense, editoria de Cidades, publicada em 23 de outubro de 2009.

Conheça um pouco mais do Programa Jovem de Expressão assistindo a esse vídeo:

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Responsabildiade Social – A Volks e sua “Escada Piano”Responsabilidade Social!

Por John Snow em Out.27, 2009, Categoria Responsabilidade Social

O termo hoje não é usado apenas por profissionais de marketing. A preocupação por um mundo socialmente responsavel e sustentável ocupa a cabeça do mundo inteiro, apesar de ser mais explícito nos países de primeiro mundo. Grandes estudiosos do assunto explicam que o índice de educação de um estado, dão um maior conhecimento da necessidade de exigir das empresas em que fabricam seus produtos, que tenham uma preocupação social.

A Volkswagen criou uma campanha em que colocou sensores em uma escada no metro, fazendo uma “escada piano”. 66% das pessoas trocaram a escada rolante pela “nova escada”.

A Volks não saiu falando ” Olha só! Criamos uma escada que as pessoas mudaram sua rotina e comodidade. Nós temos Responsabildiade Social”. Porém, com este tipo de campanha ela cria valores ao seu consumidor, mostrando sua preocupação com a sociedade.

 FONTE: Ideia de Marketing

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Responsabilidade Socioambiental Corporativa, uma experiência do Grupo Caixa Seguros

Por John Snow em Out.22, 2009, Categoria Meio Ambiente, Responsabilidade Social

O Grupo Caixa Seguros está interessado em saber se o seu público com quem se relaciona é responsável. A empresa, em parceria com o Instituto Akatu, aplicou um teste para impulsionar as estratégias do programa ambiental da instituição. “Entender nosso público interno, enquanto consumidor, é fundamental para que possamos fortalecer a prática do consumo consciente dentro e fora da companhia”, afirma a superintendente de comunicação corporativa da seguradora, Sany Silveira. A pesquisa levou em conta se a pessoa consulta rótulos de embalagens no supermercado, evita desperdícios, compra produtos reciclados, e apaga as luzes de cômodos vazios.

Em entrevista exclusiva ao Responsabilidade Social.com, Silveira fala das ações socioambientais da empresa e como a companhia, a primeira do setor a compensar as emissões de carbono de suas empresas, tem se destacado como um grande investidor na promoção da sustentabilidade do planeta e na luta contra o aquecimento global. Confira.

1) Responsabilidade Social – Como surgiu a idéia de traçar o perfil dos hábitos de consumo do público interno e externo da Caixa Seguros e quais as medidas que a empresa tomará a partir das informações levantadas?
Sany Silveira – O Grupo Caixa Seguros sempre avalia o impacto dos programas desenvolvidos e desde a elaboração do “Programa Ambiental” uma das estratégias utilizadas para mensurar os resultados foi a aplicação do “Teste do Consumidor Consciente”. O teste foi aplicado antes de implantarmos todas as atividades do programa ambiental e após um ano aplicaremos de novo. Assim, poderemos verificar se as atividades realizadas contribuíram para fortalecer os conhecimentos e a prática dos colaboradores em prol do consumo consciente.

2) RS – De que forma o estudo poderá fortalecer o programa ambiental do Grupo?
SS – O programa foi elaborado com a participação de todos os colaboradores. Isso contribui para que a meta seja alcançada. Ao nos associarmos ao Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, tivemos a possibilidade de aplicar o teste e receber um relatório específico com informações do perfil de consumo dos nossos colaboradores. O resultado nos mostrou que temos um grande desafio em fazer com que os colaboradores da companhia tenham a prática do consumo consciente em seu cotidiano.

3) RS – Como a Caixa Seguros tem investido na promoção da sustentabilidade do planeta? De 2007 para cá, que ações a empresa desenvolveu na área?
SS – Sempre tivemos um forte compromisso com a saúde do planeta e com a comunidade, e esse compromisso vem se materializando mais a cada dia. Fomos a primeira empresa do mercado segurador a compensar por meio do plantio de árvores, na Mata Atlântica, as emissões de carbono da companhia, em parceria com a OSCIP Iniciativa Verde. O “Programa Carbono Seguro” é um dos primeiros do mundo a criar reservas de carbono em áreas destinadas à pecuária leiteira na Mata Atlântica.

Outro orgulho é que em 2009 a presidência do grupo inseriu nos objetivos anuais das diretorias as metas socioambientais com foco na redução das emissões de CO2 da companhia. Consideramos um avanço o resultado das metas ambientais no 1° trimestre, de 2009, pois reduzimos as emissões geradas nas operações do grupo em 8%.

4) RS – Quais são as iniciativas tomadas em prol da comunidade?
SS – Acredito que o nosso programa social, o ‘Jovem de Expressão’, tem apresentado resultados significativos nas duas comunidades carentes do DF em que atua (Ceilândia e Sobradinho II). O programa, lançado em outubro de 2007, tem como foco a promoção da saúde de jovens de 18 a 24 anos. Lá, eles encontram oportunidades e caminhos alternativos para entrar no competitivo mercado de trabalho e ficam cada vez menos expostos à violência.

5) RS – O que a senhora entende por “responsabilidade social”?
SS – Gosto muito da definição do Ethos sobre responsabilidade social empresarial. Acredito que responsabilidade social diz respeito à gestão praticada pelas instituições ou corporações pautada na relação ética e transparente com todos os públicos que fazem parte de seu relacionamento. A lógica que deve também estar presente nessa relação é a do cuidado, do respeito e da co-responsabilidade, porque dessa forma cuidaremos no presente para garantir qualidade de vida para todos e para o planeta.

6) RS – Qual o significado do movimento da responsabilidade social para o terceiro maior grupo segurador do país?
SS – Faz parte da missão do Grupo Caixa Seguros garantir tranquilidade no presente e qualidade de vida no futuro para as famílias brasileiras. A forma que podemos vivenciar essa missão é por meio da participação ativa do movimento da responsabilidade social. Nosso compromisso é muito forte, tanto que o grupo aceitou o convite do Ethos e é o articulador do “Programa Rede Empresarial Pela Sustentabilidade” no DF. Esse programa realiza reuniões mensais, onde representantes de empresas, academia e ONGs se encontram para trocar experiências e aprofundar os conhecimentos sobre o desenvolvimento sustentável e a gestão socioambiental estratégica. Acredito que com a participação nesses espaços a empresa contribui para que o movimento da responsabilidade social fique mais forte.

7) RS – A Caixa Seguros esteve sólida financeiramente diante da crise econômica? A turbulência afetou os investimentos da empresa na área social?
SS – O grupo dá o mesmo tratamento ao investimento social privado que dá aos seus produtos comerciais. Sendo assim, o compromisso assumido com a sociedade por meio da realização do Programa Jovem de Expressão não será afetado por que existe uma definição orçamentária anual para investir no programa.

8 ) RS – Qual o peso das questões climáticas e ambientais nas tomadas de decisão do grupo?
SS – A Caixa Seguros constituiu um grupo de estudos sobre o impacto das mudanças climáticas na estratégia da companhia. Para nivelar o conhecimento de todos, realizamos um workshop na empresa. Na ocasião, especialistas da OSCIP Iniciativa Verde, Câmara Temática de Energia e Mudança do Clima e da Câmara Temática de Finanças Sustentáveis – Clima Tempo – falaram sobre as influências sofridas em função das mudanças climáticas.

9) RS – Quais os maiores desafios que a sustentabilidade traz para a empresa?
SS – Para que os aspectos da sustentabilidade (equilíbrio econômico, ambiental e social) façam parte da dinâmica empresarial o maior desafio é disseminar o conhecimento e sensibilizar o corpo funcional para garantir que esses aspectos sejam levados em consideração na gestão da corporação no cotidiano.

10) RS – Na sua avaliação, por que as empresas hoje querem ser socialmente responsáveis?
SS – As empresas entenderam que todos saem ganhando ao praticar a responsabilidade socioambiental. Ganha a empresa por ser referenciada no assunto e ter colaboradores engajados e orgulhosos com a postura da corporação. Ganham os stakeholderes que acabam se influenciando e influenciando as atividades de RSA das corporações; e ganha o planeta porque uma empresa socioambientalmente responsável sabe que incorporar a lógica do cuidado nas suas atividades estratégicas interfere realmente na saúde do nosso planeta.

12) RS – Para a senhora, todo esse movimento de responsabilidade social empresarial é oportuno? Ou oportunista?
SS – O movimento de responsabilidade social empresarial é muito mais que oportuno. Ele é estratégico. As corporações entenderam que não basta seguir a legislação. É necessário fortalecer princípios como a ética, o respeito e a transparência na sua dinâmica empresarial.

 

Fonte: http://www.responsabilidadesocial.com/article/article_view.php?id=911

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