comunicacao
Responsabilidade Social nas universidades
Por John Snow em Nov.18, 2009, Categoria Responsabilidade Social, comunicacao
Por Régia Vitória
Recentemente temos visto nos veículos de comunicação uma série de artigos e matérias sobre o caso da aluna da Uniban que foi hostilizada na universidade porque usava um vestido curto. A universidade tomou a atitude de expulsar a garota por “desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade”, como disse a instituição em manifestação formal aos jornais de São Paulo. O caso chegou até a Secretaria de Políticas para as Mulheres, que exigiu uma explicação da Uniban sobre a expulsão da universitária. Após isso, a instituição voltou atrás e aceitou a estudante de volta à universidade. Na ocasião percebemos que os alunos descumpriram uma norma social, o de respeito ao cidadão. Porém, a maior problemática a ser discutida deve ser se as universidades têm, de fato, cumprido seu papel social.
A forma em que a mídia expôs o fato categorizou torcidas. Uns defendem a menina outros a universidade. Será que se houvessem palestras e debates entre os alunos da Uniban sobre cidadania e direitos humanos, os discentes chegariam ao ponto de hostilizar uma garota pelo fato de usar vestido curto? E não apenas esse fato, mas vários outros problemas sociais que acontecem diariamente nos corredores de uma instituição de ensino superior, que não são divulgados pela mídia. Como por exemplo, desrespeito a raça, a etnia, a classe social e outros. O caso da Uniban denotou intolerância social, o que pode ser solucionado quando as universidades brasileiras se propuserem a formar uma nova geração de pessoas comprometidas com os valores fundamentais da contemporaneidade. Essa contribuição social está intimamente ligada à área de Responsabilidade Social de uma empresa.
De acordo com o Emerson Capaz do Instituto Ethos, “Responsabilidade Social nas empresas significa uma visão empreendedora mais preocupada com o entorno social em que a empresa está inserida, ou seja, sem deixar de se preocupar com a necessidade de geração de lucro, mas colocando-o não como um fim em si mesmo, mas sim como um meio para se atingir um desenvolvimento sustentável e com mais qualidade de vida”. Uma universidade particular não precisa deixar de lado seus princípios de produtividade para colaborar em prol da promoção do desenvolvimento social.
Quem sai ganhando com a Responsabilidade Social Empresarial é, além da população de um país, a instituição contribuinte. O apoio da empresa estará promovendo geração de renda e inclusão social, o que ajudará a diminuir a desigualdade social e por isso, a organização que investiu obterá mais clientes futuramente.
As universidades, como instituições privados ou públicas, devem contribuir para a dissolução das questões sociais. Por isso, podemos dizer que o tripé em que se apóia uma universidade (pesquisa, ensino e extensão), precisa contemplar a sociedade. Precisamos que os universitários participem das questões sociais e entendam mais o porquê que o mundo está de tal forma, afinal, eles fazem parte da elite da população e, se tornarão formadores de opinião.
Sustentabilidade passa por comunicação responsável
Por John Snow em Nov.06, 2009, Categoria comunicacao
Por Newton Figueiredo
A forma como uma empresa se comunica com o consumidor revela o seu nível de sustentabilidade por meio da ética em suas propagandas. Em função da já identificada preferência dos consumidores por produtos e serviços socio ambientalmente responsáveis iniciou-se uma verdadeira ‘corrida maluca para o verde’, em que a ética, em muitos casos, foi deixada de lado, prevalecendo a falsidade ideológica, pela omissão de fatores essenciais de julgamento, e a propaganda enganosa.
O consumidor, cada vez mais informado (mas ao mesmo tempo bastante confuso em identificar genuinidade na verdadeira sustentabilidade), começa a identificar os seguintes tipos de empresas: as que parecem possuir sustentabilidade na sua essência, as que estão buscando o desenvolvimento sustentável de maneira genuína, as que estão aproveitando apenas a onda para parecerem verdes e as que não estão nem aí para o tema.
Ética na comunicação – Não é possível que uma empresa seja sustentável sem ter produtos sustentáveis e uma comunicação ética e responsável com seus consumidores. A preocupação em passar uma informação consistente, completa e transparente sobre a sustentabilidade do produto ou serviço, com credibilidade para o consumidor, é muito importante, especialmente no Brasil, que possui uma população preocupada com o aquecimento global e trocaria de fornecedor, se um produto fosse certificado com o objetivo de impactar menos as mudanças climáticas.
Estamos num momento de grandes mudanças e novas perspectivas. A crise reafirmou que as empresas precisam inovar a todo momento. Trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável é imprescindível.
Assim, 2009 será lembrado como, além do ano da recuperação econômica, o do avanço da abordagem da sustentabilidade. Porém, muito do que vimos ser propagado como iniciativa sustentável foi de fato o que podemos chamar de maquiagem verde e tanto foram as estratégias nesse sentido, que o que ocorreu foi uma verdadeira ‘corrida maluca para o verde’.
Corrida maluca – Entre os muitos casos nesta corrida maluca estão distorções como induzir os consumidores a acreditar que compensações de emissões de carbono, que irão levar 20 anos para ocorrer por meio do plantio de mudas de árvores, tornam produtos e serviços sustentáveis. Também propagandas de estímulo ao consumo de produtos agressivos à saúde somente por terem apenas a embalagem reciclável têm distorcido e deseducado o consumidor brasileiro.
Pesquisas mostram que os consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços que contribuem tanto para o bolso deles como para um mundo melhor. Só tem um detalhe: o consumidor, hoje incrédulo por tanta propaganda enganosa, somente pagará mais por produtos ‘verdes’ se ele estiver convencido que efetivamente contribuem para melhoria do planeta e da qualidade de vida.
Se a ‘corrida maluca para o verde’ dificulta a introdução de produtos e serviços verdadeiramente sustentáveis ela cria uma oportunidade ímpar para as empresas éticas se diferenciarem pela comunicação bem feita e responsável com o consumidor.
Fonte: Terra – Economia e Sustentabilidade